
Gosto de escrever Poesia...
Comecei muito novinha a escrever poesia,e se há um culpado em tudo isto,ou pelo menos quem me empurrou para esta arte ,foi a minha avó materna.Era uma miúda,pedi-lhe que me fizésse uma quadra para um trabalho escolar,ela disse-me que não. Fiquei triste confesso! Mas ela explicou-me o motivo do Não. Disse
que eu tinha capacidades para as escrever, tanto ou melhor do que ela. Sorri-lhe,embora triste.E mais tarde peguei no papel e nunca mais pârei de escrever poesia. Mas também acho que se tenho algum valor naquilo que tenho escrito,creio que foi Deus que me deu esse talento.
Sei que apesar dos aplausos,das palavras que me têm dito nestes anos,bem positivas em relação áquilo que escrevo,o carinho com se têm expressado,claro que agradeço,fico feliz.
Mas escrever poesia,para mim, tem sido como que desabafar com o papel,tem sido uma feliz partilha,sempre a rimar o que a vida me tem oferecido nestes anos.Estou com trinta e picos,já não sou uma menina.
Quero continuar a escrever,a sentir ,a ver o mundo, o meu mundo com rima.
Sinto-me feliz por escrever apenas para mim e para amigos e familiares que de alguma forma são especiais para mim.Livros tenhos uns 4...feitos por mim no computador.
Tenho fases que gostaria de vê-los editados.Só um que fosse,gostava de conhecer esse sabor. Mas editar um livro de poesia não é fácil e também não tenho portas onde ir bater. Mas ,também se nunca surgiu essa oportunidade,é porque o destino, não reservou essa alegria ou até tristeza ,sabe-se lá,para mim...
Mas contudo,sempre que me sentir inspirada,com vontade de escrever, de falar,eu quero fazê-lo,mesmo que me dóia. Porque dói, não é fácil,por vezes...é inesplicável. Secalhar,se não fosse tão desperta para escrever poesia,também visse o mundo com outros olhos,mais desprendidos,assim estou atenta a tudo o que me rodeia.Contemplo tudo e muitas vezes choro com dor,por haver tanta maldade ,incompreensão de sentimentos. Para mim a amizade tem que ser verdadeira,pura,porque eu tenho esses sentimentos e gosto que me retribuiam da mesma forma.Mas infelizmente, nem sempre as pessoas, nem todas felizmente, estão para isso.
Por isso,surjem as minhas poesias,os meus retalhos,os meus sentimentos. Sinto-me feliz assim!
6 comentários:
Zézinha minha amiga. Como eu entendo todas as tuas palavras. Quem gosta de escrever e escreve o que lhe vai na alma, ri e chora o fazê-lo. Faz parte da sensibilidade de cada um.
Eu escrevo porque não consigo parar. Não me atrevo a chamar poesia, porque não entendo muito bem os termos técnicos dessa palavra, mas isso jamais me impedirá de continuar deixando impressos os meus rabiscos e partilhá-los com quem tiver paciência e vontade de os ler.
É uma forma de estar n vida não é?
Sente-se e vive-se muito tudo à flor da pele, o bom e o mau. Mas é uma boa forma de desabafar sem dúvida.
Gostei da tua postagem e parar...jamais! Nunca pares! Fz parte da tua essência.
Bjinhos poéticos:))
Zézinha que bom a sua avó a ter incentivado a escrever, as avós geralmente não se enganam é que têm um olhar muito profundo e conhecedor dos seus netos.
E que bom têr talento e gosto por escrever poesia, não está ao alcance de todos e, tenho a certeza que com a ajuda de Deus ainda irá publicar o seu livro de poesias para poder partilhar com todos.
Entretanto...aproveite os blogues e vá nos mimando com as suas poesias, da minha parte só tenho que lhe agradecer.
Bjs Paulinha
Zézinha,
Cá estou de novo,li com muita atenção o que escreveu sobre os seus livros,a sua escrita e a sua grande vontade de escrever ,e o seu sonho de ver os seus livros publicados.
Eu tive na familia uma mulher que lia como quem tem "sede",escrevia como quem tem "fome" e como ela o fazia tão bem !
Conseguiu ao longo dos seus oitenta e muitos anos ver alguns dos seus escritos e versos publicados em jornais locais,pois tomava a iniciativa de os enviar e alguns acabavam por ser publicados.
E até alguns dos seus versos declamados por amigos em rádios locais .
Era apenas um pouco do seu sonho, também ela tinha gostado de publicar um livro isso nunca aconteceu .
Mas escrevia sempre como se isso fosse o seu "oxigénio "da vida.
Essa mulher era minha mãe por isso eu entendo o seu dasabafo.
Não desista ,vá sempre fazendo os seus livros mesmo no computador ...
Quem sabe se um dia esse sonho se raliza,se essa oportunidade não surgirá?
-Não é a esperança a última a morrer ?
Um grande abraço
Ivone
Amiga Dulce,obrigada pelas suas palavras e deixe-me mais uma vez lhe dizer que eu gosto do que escreve,tanto das prosas como dos poemas.Em relação ao que me diz só lhe posso agradecer as simpáticas palavras que sempre tem para comigo.
Tudo de bom lhe desejo.
Zézinha.Beijinhos.
Olá,Paulinha,muito alegre me deixou com as suas palavras,fico sempre radiante quando passa e comenta.Eu vou publicando algumas coisinhas minhas,mas é sempre com receio que o faço,pois poderá haver quem invada o espaço e fique com eles.Enfim é um risco. Se quiser,mande-me o mail que eu mando um ou dois poemas,só para ter uma ideia do meu escrever e sentir.Beijinhos e mais uma vez obrigada.Beijinhos.
Amiga Ivone, estava aqui a agradecer os comentários recebidos e eis se não quando tenho noticias suas.Das quais agradeço bastante.
Gostei de ler,sobre o que escreveu de sua mãe, pois imagino como não ficaria feliz de ver seus poemas editados e fiquei emocionada até,pois á talentos e não falo de mim, por amor de Deus,quem sou eu, mas á talentos que ficam guardados e merecedores de serem lidos e apluadidos foi o que senti ao ler as suas palavras.
Eu li muitos em rádio e aí na sua rádio Sines, até em estúdio estive e fui muito acarinhada,mas nunca passou disso.Agora estou parada na divulgação,até porque nem sei de programas radiofónicos de poesia, estou um pouco parada nesse sentido.
E é verdade. a esperança é a última a morrer , um dia se poder ser será.O futuro a Deus pertence.
Beijinhos e imensamente obrigada pelas suas palavras e pela sua visita.Zézinha.
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