
O meu escrever é o meu sentir...
Desde muito novinha que comecei a adorar escrever.Quando entrei para a escola primária, já sabia escrever o meu nome, o aeiou e ler algumas palavras e fazer umas pequenas contas.A minha mãe tinha o gosto agradável de me ensinar e eu gostava tanto desses momentos. Os meus primeiros dias, na escola primária, não foram muito do meu agrado ,confesso e recordo ainda. Eu ia com aquela sede de ler e de escrever, mas durante tanto tempo , só se fazia desenhos, e perdi ali durante esses tempos algum entusiasmo. Mas depois cedo comecei a ler livros próprios da minha idade.Livros que me eram oferecidos no natal e nos anos, pela minha mãe e pelas minhas tias e algumas amigas. Mas depois, senti muito miúda a necessidade de ser eu a escrever as minhas histórias e foram tantas as que escrevi, mas infelizmente, poucas são as que guardei. Mais tarde despertei para a poesia, mas com uns doze ou treze anos.Lembro que pedi á minha avó materna que me escrevesse umas quadras, pois ela tinha esse dom, mais para a quadra, para dizer numa festa de crianças, mas a minha avó, não sei porquê, disse-me: -Não Zézinha! Não te vou escrever quadra alguma , porque sei que tu tens capacidade, para as escrever e muito mais bonitas que as minhas. No momento confesso que fiquei triste com o não da minha avó.
Depois decidi, meter mãos á obra e peguei num papel e numa caneta e...as quadras começaram a nascer, fiquei tão feliz por saber rimar e por a rima me fluir de forma natural. Mas escrever poesia sem rima não consigo, não consigo escrever poesia livre.
Mais tarde começei a divulgar na rádio e a ir a festas de poesia de adultos, era eu a única jovem, começei a ganhar aplausos. Adequiri com o meu saber alguns diplomas e medalhas.
Fui crescendo e uma jovem poetiza me tornei, confesso que não gosto do titulo, acho que não o mereço. Tenho paixão pelo que escrevo e um saudável orgulho, mas mais que isso não! Em algumas rádios divulguei poesia, e gostava.
Mas ainda hoje e já mulher, gosto de escrever e de mostrar o que escrevo aos amigos e á familia, mas sómente os especiais para mim conhecem muita da minha poesia.
Ás vezes dói profundamente escrever, por isso nem sei se é bom eu escrever com certa facilidade. A minha poesia retrata tão sómente, Eu, a minha pessoa. As minhas tristezas, as minhas dores, as minhas desilusões. A saudade, e claro também as alegrias, nem todas as minhas poesias são para chorar.
Tenho alguns livros com as minhas poesias, de fabrico caseiro, claro! Mas gosto de floreá-los e de oferece-los,mostrá-los ás pessoas que eu acho que entendem a minha escrita.
Gostava de editá-los...talvez...ás vezes sim...ás vezes não...
Se tivésse que ser tudo bem, se não também, não fico triste por não os editar, sinto-me bem quando os ofereço e recebo em troca uma palavra de força, incentivo e de um comentário áquilo que escrevo, é realmente muito, mas muito gratificante.
Tem sido assim quando os ofereço, só isso eu peço a essas pessoas, nada mais.
O meu último livro intitula-se: Lágrimas de amor, saudade e dor, é apenas, digamos, mais um livro que fala por mim, de mim , sobre mim e de alguns temas que me inspiram.
Não será desta, certamente, que editarei um livro, mas vê-lo ali, imprimido, vejo que criei algo, que criei e senti!
Vaidade não...apenas sentimentos meus, para deixar para quem os quiser e achar por bem lê-los e fazer deles o que achar de bem. Mas lembrando sempre o meu nome, porque mesmo sendo a minha poesia pobrezinha, é minha! Saiu de mim e por mim foi chorada !