
DIA DA MULHER
Hoje,dia 8 de Março, é dia internacional da Mulher,na minha modesta opinião,a mulher não precisa de ter um dia dedicado a ela.Porquê também mais essa diferença em relação aos homens?
Para mim,que me orgulho de ser mulher, não entendo o sentido que nos últimos anos as mulheres(algumas bem entendido) dão a este dia.Vão para restaurantes festejar e pelas reportagens televisivas tem um comportamento na minha opinião menos próprio.Se quiserem poderão criticar a minha opinião, a minha maneira de pensar.
Acho bem que se homenageiem mulheres que lutam honradamente,para seu próprio sustento e dos filhos.Que tem um trabalho fora e dentro de casa e que ainda educam e amam os seus filhos e tratam do marido.Enfim, dão valor á familia, que se vai perdendo.E homenageiem também a mulher que não trabalha fora de casa, mas que está em casa fazendo toda a lida doméstica e a tratar da familia e depois ainda sofre violencia doméstica. Sim! Homenageiem estas mulheres,que ainda as há! Algumas ainda escondendo as suas dores dentro das quatro paredes. Essas são as mulheres que no meu entender deviam de ser homenageadas. Para elas,esta minha mensagem,e não permitam que seja comemorado este dia da forma que é. E aos homens que se julgam donos do mundo ,reflitam no verdadeiro sentido do dia.
Eu como sempre não comemomoro este dia,pelo menos em aceitar convites para jantar.
Homenageiem a mulher com flores e poesia.
Lembrem a poetiza ,a excelente poetiza por sinal, a grande Florbela Espanca.
Aqui fica um poema de sua autoria,é dificil a escolha perante uma obra magnifica que nos deixou.
Lágrimas ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca