Cantinho da Maria... O meu lugar para escrever. O que me dita o coração. Simples é o meu dizer. Com verdades,sem ilusão. Simplicidade é o meu lema. Não procuro vedetismo. Nunca foi esse o meu dilema. Não tenho qualquer problema. Em escrever com realismo. Sou assim desde tenra idade. Sou assim e gosto de o ser. Neste Cantinho da Maria á verdade. Em tudo o que possa aqui ler.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009


Recordando Carlos Paião...


Carlos Paião era um artista exemplar. Muitos foram aqueles que o admiraram e ainda o admiram, porque os bons artistas, as boas almas ninguém esquece, nem tão pouco morrem.

Á precisamente 21 anos , um trágico acidente levou de entre nós um artista , um cantor , um grande poeta.

Inúmeras foram as letras que escreveu e que cantou. Escreveu também para o grande Herman José, a famosa canção do beijinho.

Eu era uma miúda e adorava as suas músicas, também escreveu e cantou para crianças. Também senti o facto de nos ter deixado.

Com o passar dos anos continuei a escutar as suas musicas.

Lembro num aniversário, uma amiga me ter dedicado o tema: História Linda. Nunca esqueci esse momento de amizade que essa amiga me deu, e é claro porque o tema foi deveras bem escolhido.

Hoje, não poderia deixar de recordar aqui este grande artista que ainda nos faz sorrir com os seus temas músicais ou então chorar com alguns.


Mesmo noutro lugar, ainda me encantas com as tuas músicas e com as lembranças belíssimas de quando aparecias na televisão.


Obrigada, Carlos Paião, por este encantamento que aindo me fazes sentir!




Carlos Paiao


Composição: Carlos Paião

História Linda

Ouve, quero contar-te uma história de amor
Dessas que a gente já sabe de cor
Igual a tantas que esta vida tem
Vais conhecer duas pessoas como outras quaisquer
Dois namorados que foram viver
A história linda de quem se quer bem



Apaixonados com o tempo à frente
Tinham caricias a queimar na mão
Tocando a dor de quem se sente
Um escravo do seu coração
E num só corpo quando se abraçavam
Beijando as horas com melancolia
Nunca as palavras chegavam
Para tudo o que no peito havia


Ela, sempre bonita na sua ternura
Dava alegria, a forma insegura
Dos que procuram sonhar o real
Ele, tinha um emprego nas ondas do mar
Pescava os versos do seu navegar
E as despedidas sabiam-lhe a sal


Adeus querida, que me vou embora
Levo as saudades, que te vou deixar
Hei-de lembrar-te noite fora
Assim como quem quer chorar
O mar é longe e longa é a nossa espera
E as palavras vão de encontro ao cais
Adeus querida, quem me dera
Que eu não partisse nunca mais


E depois, os dois casaram como era suposto
Sonhos na alma, sorrisos no rosto
Como as pessoas mais belas do mundo
Lado a lado, criando as ruas do seu dia-a-dia
Dobrando esquinas que a sorte trazia
Como nós todos fazemos no fundo


E então perguntas-me a razão da história
Assim tão simples como respirar
Sabes, amar é uma vitória
E a vida é simples de contar
Eu aprendi a perceber melhor
A importância das coisas normais
É que eu fui filho desse amor
Da história linda dos meus pais


Eu sou o filho desse amor
Palavras que já não dizem mais.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009


Para as meninas do aeiou, com um beijinho especial de amizade!!!


Já me vieram visitar.

E fiquei muito contente.

Seus nomes não vou citar.

Mas deixo-vos este presente!!!



Sabedoria popular


Provérbios:


1- Bem estou com meu amigo que come o seu pão comigo.

2-Amar e saber não pode ser.

3-Antes que conheças, não louves nem ofendas.

4-Bem dizer e bem ouvir é a arte de conversar.

5-A amar e a rezar,ninguém se pode obrigar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

6 meses de Saudade


Passam 6 meses da morte do meu querido tio António,tanta saudade e dor ainda marca o meu coração. Ainda dou por mim a chorar, ainda não consegui serenar esta minha dor.

Sei que ele não quereria que eu chorasse, mas não sei explicar e só depois de chorar e de pensar nele, é que sinto alguma tranquilidade.

Acho que ele estará lá no céu a guiar os meus passos.

O meu tio António, era meu tio em 2º grau, mas nisto de se ter ternura por alguém não é necessário haver tão pouco parentesco. O coração é que nos une ás pessoas. Ele era muito humano, super simpático, ainda não conheci ninguém que por ventura me dissesse algo menos oportuno dele. Era um exemplo! Um homem com uma paciência sem medida. Um bom comunicador por excelência. Era tão bom quando ele nos visitava cá em casa, com a minha tia. Deu-me as melhoras férias de sempre em criança! Na praia da Manta Rota, um dia inteiro, com os meus primos, e passeavamos por Monte Gordo etc, jogava matraquinhos com os meus primos. Nunca me tratou de forma diferente,pelo simpes facto de ser sua sobrinha apenas em segundo grau. Ele tratava-me de igual modo como aos filhos.

Lamento não ter estado com ele quando ele mais precisou, nem na despedida para todo o sempre. Mas eu sei, conhecendo o meu tio, que ele compreendeu sempre as razão de eu não o ter feito.

Escrevi-lhe uma carta, simples e muito pequena onde me expressava pelo facto de não estar presente naquela sua agonia, mas estava com ele de alma e coração.

Nunca pensei que ele partisse, pensei que ele conseguisse vencer, mas... não conseguiu. Talvez, esteja a ser egoista em querê-lo cá, se ele estava a sofrer, mas...Deus sabe o que faz e no dia 17 de Fevereiro, levou-o para iluminar o céu com a sua presença e para guiar os passos de quem, tal como eu dele gostava. São muitos os sobrinhos, que o amaram e ainda pensam nele.

Tio, tu partiste e ficou aquele vazio em mim que teima em não passar, que teima em fazer doer, mas há-de serenar eu sei, um dia.

Descansa tio António em Paz! É o que te deseja aquela a quem tantas vezes chamaste de Marquitas.


Tio , querido e amado.

Serás sempre para todos nós.

Um tio muito lembrado.

E ainda recordamos a tua voz!


6 meses se passaram.

E resta ainda saudade.

As lágrimas não acabaram.

Nem tão pouco a serenidade.
































sábado, 15 de agosto de 2009




Verão, tempo bom!...




O Verão é uma estação de bons ares de alegres convivios e de boas recordações também na memória. Mês de Agosto lembra-me visitas, casa cheia de familares vindos de longe.


E este ano a saudade é bem maior, o meu tio António, já não virá no verão nem em outras estações. (Mas falar do meu tio, querido tio, virei com calma e com total dedicação , muito em breve)


O verão dá-nos outra disponibilidade, a vida sorri-nos !


Nas festas e romarias, revêm-se amigos que estão no estrangeiro. Muitas histórias, muitos assuntos.


E recordo com saudade, os quize dias de férias , passados em criança, em Lobão da Beira, concelho de Tondela. Uma aldeia beirã, de onde é natural a minha familia materna. Adoro aquela aldeia e sempre vivi alimentando o desejo de lá morar um dia, talvez inflência da minha mãe, que desde cedo, sempre me foi contando, histórias e acontecimentos.Como são belas e ainda bem vivas essas memórias , assim como os outros restantes quize dias de Agosto, em casa dos meus tios em Cascais.


Hoje,resta-me essas saborosas memórias que enquanto a memória for fresquinha e jovem, assim permanecerá.


Há e as bonecas de paris da minha madrinha! quando vinha de férias a Portugal. E os chocalates e rebuçados. E até os pastéis de nata e doces que a minha mãe, sempre fazia, porque os meus primos Lisboetas sempre pediam.


E as idas á praia da Manta Rota com os meus tios e primos! Que saudade, e quantas aventuras, tenho eu dentro de mim!...




Como eu gosto do mês de Agosto, como eu gosto do verão!








quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O meu 1º Blog


Este é um espaço ainda novinho, confesso-vos que é o meu primeiro blog, estou um tanto ou quanto entusíasmada, mesmo que não seja muito visitado, vou expressando aqui aquilo que gosto. As rubricas que aqui apresento são na verdade uma paixão e lembram-me os meus tempos na rádio, onde fiz imensos programas acerca destes e de outros assuntos.

Já lá vão dois anos, sem fazer rádio. Se tenho saudades?! poderão vocês perguntar. Pois...sim e não.

Sim porque adorei os dezoito anos que lá estive e todos os programas que realizei e apresentei e dos muitos colegas que ainda guardo na memória. E quem faz rádio sabe bem que a vontade de fazer rádio não morre, mas... a vida segue, em frente. Não, porque talvez não queira sentir o dia em que tive que dizer adeus. Mas cá estou, e agora aqui neste cantinho!


Espero que comentem o que aqui vou escrevendo solitáriamente.


Uma amiga para todos vós: Maria Zézinha.

domingo, 9 de agosto de 2009


É com imensa saudade.

Que recordo Raul Solnado.

Fez-nos sorrir de verdade.

Foi um homem amado.


Um avô televisivo.

Do humor e das cantigas.

Um adeus emotivo.

Um marco das coisas antigas.


Adeus grande homem.

Paz á tua alma de talento.

Se hoje as lágrimas nos consomem.

Estarás certamento no nosso pensamento!


Eu conhecia o Raul Solnado da televisão, como tantos Portugueses e não só, conhecia os discos do humor e de cantigas e lembro ainda de programas quando criança. E em telenovelas também. Era assim uma espécie de avózinho, que achava muito humano nas conversas, nunca estive perto dele. Mas presto aqui as minhas mais sentidas homenagens. E as condulências á familia e aos amigos. Para sempre o grande e o inesquécivel! Para sempre na nossa memória! Obrigada Raul Solnado! Façam favor de ser Felizes! Como certamente também ele o foi!