Cantinho da Maria... O meu lugar para escrever. O que me dita o coração. Simples é o meu dizer. Com verdades,sem ilusão. Simplicidade é o meu lema. Não procuro vedetismo. Nunca foi esse o meu dilema. Não tenho qualquer problema. Em escrever com realismo. Sou assim desde tenra idade. Sou assim e gosto de o ser. Neste Cantinho da Maria á verdade. Em tudo o que possa aqui ler.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009


O meu escrever é o meu sentir...


Desde muito novinha que comecei a adorar escrever.Quando entrei para a escola primária, já sabia escrever o meu nome, o aeiou e ler algumas palavras e fazer umas pequenas contas.A minha mãe tinha o gosto agradável de me ensinar e eu gostava tanto desses momentos. Os meus primeiros dias, na escola primária, não foram muito do meu agrado ,confesso e recordo ainda. Eu ia com aquela sede de ler e de escrever, mas durante tanto tempo , só se fazia desenhos, e perdi ali durante esses tempos algum entusiasmo. Mas depois cedo comecei a ler livros próprios da minha idade.Livros que me eram oferecidos no natal e nos anos, pela minha mãe e pelas minhas tias e algumas amigas. Mas depois, senti muito miúda a necessidade de ser eu a escrever as minhas histórias e foram tantas as que escrevi, mas infelizmente, poucas são as que guardei. Mais tarde despertei para a poesia, mas com uns doze ou treze anos.Lembro que pedi á minha avó materna que me escrevesse umas quadras, pois ela tinha esse dom, mais para a quadra, para dizer numa festa de crianças, mas a minha avó, não sei porquê, disse-me: -Não Zézinha! Não te vou escrever quadra alguma , porque sei que tu tens capacidade, para as escrever e muito mais bonitas que as minhas. No momento confesso que fiquei triste com o não da minha avó.

Depois decidi, meter mãos á obra e peguei num papel e numa caneta e...as quadras começaram a nascer, fiquei tão feliz por saber rimar e por a rima me fluir de forma natural. Mas escrever poesia sem rima não consigo, não consigo escrever poesia livre.

Mais tarde começei a divulgar na rádio e a ir a festas de poesia de adultos, era eu a única jovem, começei a ganhar aplausos. Adequiri com o meu saber alguns diplomas e medalhas.

Fui crescendo e uma jovem poetiza me tornei, confesso que não gosto do titulo, acho que não o mereço. Tenho paixão pelo que escrevo e um saudável orgulho, mas mais que isso não! Em algumas rádios divulguei poesia, e gostava.

Mas ainda hoje e já mulher, gosto de escrever e de mostrar o que escrevo aos amigos e á familia, mas sómente os especiais para mim conhecem muita da minha poesia.

Ás vezes dói profundamente escrever, por isso nem sei se é bom eu escrever com certa facilidade. A minha poesia retrata tão sómente, Eu, a minha pessoa. As minhas tristezas, as minhas dores, as minhas desilusões. A saudade, e claro também as alegrias, nem todas as minhas poesias são para chorar.

Tenho alguns livros com as minhas poesias, de fabrico caseiro, claro! Mas gosto de floreá-los e de oferece-los,mostrá-los ás pessoas que eu acho que entendem a minha escrita.

Gostava de editá-los...talvez...ás vezes sim...ás vezes não...

Se tivésse que ser tudo bem, se não também, não fico triste por não os editar, sinto-me bem quando os ofereço e recebo em troca uma palavra de força, incentivo e de um comentário áquilo que escrevo, é realmente muito, mas muito gratificante.

Tem sido assim quando os ofereço, só isso eu peço a essas pessoas, nada mais.

O meu último livro intitula-se: Lágrimas de amor, saudade e dor, é apenas, digamos, mais um livro que fala por mim, de mim , sobre mim e de alguns temas que me inspiram.


Não será desta, certamente, que editarei um livro, mas vê-lo ali, imprimido, vejo que criei algo, que criei e senti!


Vaidade não...apenas sentimentos meus, para deixar para quem os quiser e achar por bem lê-los e fazer deles o que achar de bem. Mas lembrando sempre o meu nome, porque mesmo sendo a minha poesia pobrezinha, é minha! Saiu de mim e por mim foi chorada !

6 comentários:

Dulce Gomes disse...

Zézinha como eu a entendo. De certa forma temos pontos em comum. Também eu gosto muito de escrever, não me importa se bem ou mal, Também eu joguei fora tanta coisa minha, das quais, hoje me arrependo. Também eu sofro muitas vezes com o que escrevo, porque ao fazê-lo estou exorcitando de cá de dentro, tudo o que lá está e isso dói. Mas, quando o sentimos, não há volta a dar, é seguir em frente e seja o Deus quiser.
Adorei a simplicidade do seu sentir e a forma como o fez.
E força! Não devemos nunca renegar o que somos, por isso, vá fazendo postagens das suas poesias.
Um beijo do coração.

Cantinho da Maria disse...

Bom dia, Dulce mais uma vez me deu a alegria da sua presença.Obrigada pelas palavras ,pela força. Um dia destes vou publicar aqui um poema meu para conhecer um pouquinho do muito que eu escrevo, talvez um que de certa forma me retrate.Vejo que me compreende.
Beijinho de ternura para si. Zézinha.

Anónimo disse...

Amiga,tive dificuldade de entrar novamente no seu cantinho,mas hoje consegui,e foi com muito carinho que li todas as postagens.Tem um coração muito doce,e em tudo que escreve há humildade sinceridade e muito sentimento.
Este texto que acabei de ler é um exemplo de tudo que lhe vai na alma e que já nasceu consigo é um dom
que deve partilhar porque a sua poesia deve ser maravilhosa de ler não deite nada fora nem se reprima de mostrá-la se é que seja essa a sua vontade.
Eu digo isto porque toda a vida fui um pouco como a Zezinha,achava que ninguem ia gostar do que fazia ou dizia,e só mais tarde me desinibi e passei a ser eu,e foi quando me senti realizada e feliz.
Desculpe mas eu tambem adoro escrever e de vez em quando alongo-me.
Muita força pois o seu blog está a ficar lindo.
Um grande beijinho Ana do horizonte.

Cantinho da Maria disse...

Olá, Ana, acabei de ler a postagem que fez para mim no seu blog e agora vejo pelo comentário que me deixou que também visitou de novo o meu. Estou imensamente feliz e temo não saber retribuir tamanho carinho.Agradeço todas as suas palavras e manifesto de amizade.
E não peça desculpa por se alongar, porque eu tb o faço quando tem mesmo de ser.
De novo muito obrigada e toda a felicidade lhe desejo.


Um dia deste prometo colocar um poema meu,como já prometi á Dulce.Porque vocês merecem, porque senão não o faria. Beijinhos cheios de afecto : Zézinha.

Anónimo disse...

olá Zézinha;) desde mais os meus parbéns por xte blog fantástico...
tenho a sorte de te conhecer, tenho a sorte de ter o teu livro... tudo o k tens neste blog te caracteriza, uma pexoa simples com um coração do tamanho do mundo...
adoro a tua maneira de escrever, a maneira como transcreves para o papel os teus sentimentos, a tua vida em geral!!!
parabéns pelo teu dom, parabéns pela pexoa k és, e obrigado pela tua amizde e pelo teu carinho!!!
um beijo da amiga cátia

Cantinho da Maria disse...

Amiga Cátia, juro de verdade que me deixáste a chorar, obrigada amiga, és tão querida. As tuas palavras são tão belas a falares de mim, não sei se mereço, mas acredita, dê a vida as voltas que der, és e serás sempre uma amiga para mim e aqui tens uma amiga sincera,podes confiar , que até os segredos morrem comigo.Sempre fui assim e assim quero seguir!
Volta sempre, e desejo-te toda a felicidade do mundo!

Beijinhos desta tua amiga: Zézinha.