
Os dias passam...passam...e ainda é tudo tão cedo.
Quando parece que de novo se quer erguer o véu cinzento,triste da saudade,teima em permanecer.
São dores,que só o tempo pode amenizar. Nunca nos conforma-mos com a dor da partida. A separação é sempre até um dia, o dia do reencontro,mas...cá dentro ainda não é assim.O aperto ainda cá está,a lágrima também.
E aquela vontade daquele abraço apertado.
Sim,estou triste. Triste porque foste embora e tanto ficou em nós por dizer.Tanta coisa ficou calada avó.
E em Agosto quando nos reencontrámos foi bom.Foi bom,agora é com tristeza que olho as fotografias, e a saudade que me dá e parece que ainda sinto a tua presença, quando me disséste sente-te aqui ao pé da avó,tenho saudades de naquele momento não ter forças para te dar aquele abraço,só te beijei e acariciei e quiz ouvir-te e respondias a tudo. Lembras-te quando te pedi para cantar,o tema :Viseu,senhora da Beira? e tu bem te esforçáste e já não sabias,não te lembravas,mas ver-te sorrir e recordar o bom ,sim porque o mau perdoei-te sempre,e espero que Deus também te tenha perdoado.O passado mau acabou também.
Tu cantavas tão bem e quando querias mimavas tão doce.
As boas memórias recordarei,as dores,tu sabes que foram muitas ,mas eu não lembro mais,acredita.Amo-te. Guardo-te no coração.
Agora peço-te um favor,olha pelo avó,dá-lhe a mão.Não o deixes sofrer ,nem que o façam sofrer.
Adeus avózinha.